04 setembro, 2007

Tranco a porta e fecho as cortinas, quero o escuro. Mesmo conhecendo cada canto deste quarto, com as luzes acesas há o perigo da distração, o olhar dispersivo que ainda procura novos encantos nos velhos móveis, nas velhas fotos.
Mania de separar esses minutos (que depois se transformam em horas) para pensar se tudo está certo... O frustrante é chegar às mesmas conclusões sempre e no final esquecer tudo pronunciando um sonoro e sentido “besteira!”.
Depois da inútil análise, minha cabeça vagueia por quaisquer outros pensamentos que se dissolvem rapidamente, passam com pressa, deixam seu recado e vão embora desperdiçando esforços, já que quase nunca sobram vestígios. Devagar me levam a alguma música que espanta o silêncio até o sono chegar, mas só o silêncio, que a dor não se deixa espantar assim tão fácil...a dor fica, ela sempre fica.