19 Setembro, 2011

  • visão
que há um véu voluntária e estrategicamente colocado, e ele é branco, de modo que não se fuja do entorpecimento, amenidade do esquecimento, momento velado. se o exterior se faz bonito já fica resolvido que não é tudo isso; o que é feio ganha um disfarce de pupila-película cheia de cautela. 

véu que é cuidado para não trazer mais coisas aqui pra dentro, de desordem já grande. os caminhos se colocam, as gentes se espalham por eles – eu me desloco, que ficar parada pesa e traz cobranças, consequente permanência, ilusão de segurança! traz perigo, ameaça o espírito, prego nos pés. (e os meus já estão por demais marcados.)

vislumbro os riscos de contato tanto e, no que vem do outro, não hesito no véu para barrar o encanto. 

veja você: é como olhar para os dois lados ao atravessar via de mão única.

1 denúncias:

Felipe disse...

gostei bastante, rimas e jogos de palavras, ritmo gostoso; e a ultima frase resume o texto, booaaaa =D