26 outubro, 2013

vi que soluçava pequenas rajadas de vento



vi que soluçava pequenas rajadas
de vento
neste movimento se aviva a penugem:
corpo em fresta das janelas

solucei três dias a morte lenta
de uma ideia:
borbulhou incolor num copo
de rotina efervescente
a retina, no soluço, se perde
de vermelhidão
não é por causa do sal?
mas isto quando se lê, sei, lembra
sol quente

agarrei superstições e todas as belezas
do absurdo
o ar, porém, continua seu trajeto insano pelas entranhas
sacudindo ombros para uma dança de descaso
te juro que me importo tanto!

se noite, espasmo pior

cabeça para baixo e a perspectiva
de cura
clareza que mira o chão e a ironia, pura,
de assim inverter importâncias

meu soluço não passa
e o resto do pouco me diz
– por todos os oceanos do mundo
que só engulo praia


poema que encerra rebentação, a primeira parte do livro Marambaia.
vídeo gravado em Paraty, RJ.

09 outubro, 2013

não se assuste, pessoa, se eu lhe disser que a vida é boa

"Ta um solzinho bom por aqui coloquei a roupa ate na laje cõm certeza vai dar praia pra voces ne filha"

Recebida: 13h45
Hoje
De: Mãe